25 setembro, 2010

A História do Apostolado da Oração



O Apostolado da Oração está intimamente ligado à Ordem dos Jesuítas. Começou em 1884 em um Colégio desta Ordem na França, onde estudantes de filosofia e teologia estavam ansiosos para fazer algum apostolado. Seu orientador lhes fez ver, que enquanto eram estudantes, não tinham condições para fazer pregação e outros trabalhos de apostolado direto. O que poderiam fazer era oferecer seus estudos, os sacrifícios voluntários e outros atos de piedade. Dois anos depois, este mesmo Padre orientador espiritual publicou um livro chamado O Apostolado da Oração. O livro e a devoção obtiveram a aprovação do Superior Geral da Ordem dos Jesuítas, e o próprio Papa Pio IX o aprovou em 1849. Um bom teólogo, Pe. Gautrelet, SJ, deu o embasamento teológico à devoção ao Sagrado Coração, bem como ao Apostolado da Oração e daí por diante a devoção se propagou rapidamente.


O Apostolado da Oração é uma associação de fiéis que, por meio do oferecimento cotidiano de si mesmos, se unem ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção; e assim, pela união vital com Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica, colaboram na salvação do mundo.


Para ser membro do Apostolado da Oração, a condição fundamental é o amor. Amor que é o próprio Espírito de Cristo atuando através de nós. Amor que leva a ser manso e humilde de coração e ter um coração simples e pequenino, como o das crianças. O amor não tem idade, a oração não tem idade.


Em 1861 começou a circular o Mensageiro do Coração de Jesus, como órgão oficial do Apostolado. Passou a ser publicado em várias línguas e a Associação recebeu estatutos próprios e aprovação oficial do Papa. A sede da Associação está em Roma e o Superior Geral dos Jesuítas é também o Superior Geral do Apostolado da Oração. Ele os dirige através de um Delegado e Secretário Geral. A ideia central, da qual nasceu o Apostolado é esta: Todos os batizados são chamados a cooperar na edificação do corpo da Igreja e da Comunidade de Fé. Nem todos o fazem da mesma maneira (Ef 4,16). Nem todos podem trabalhar diretamente como apóstolos e missionários. Mas todos podem e devem fazê-lo por meio da oração e sacrifício. São Paulo diz (Col 1,24) que o Cristão deve completar em sua pessoa o que falta à paixão de Cristo, em favor do corpo de Cristo, a Igreja. Assim, nossa vida torna-se um sacrifício, uma oblação, oferecida com Cristo em Cristo, para a Glória de Deus e salvação do próximo.

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