29 setembro, 2010

Sonho de Madre Teresa: uma casa para doentes terminais





Madre Teresa de Calcutá, fundadora das Missionárias da Caridade, queria que em Ayodhya, cidade localizada no Estado de Uttar Pradesh, na Índia, fosse construído um centro de acolhimento para pobres e doentes terminais de todas as religiões.

Segundo a religiosa, este era um modo para atenuar o conflito entre hinduístas e muçulmanos naquela região. O arcebispo emérito de Calcutá, Dom Henry Sebastian D'Souza, frisou que pouco depois da destruição da mesquita de Babri e da violência sucessiva, Madre Teresa pediu-lhe para que a acompanhasse ao primeiro-ministro ou ao presidente da Índia para dizer que naquele terreno, origem de tanta violência, ela gostaria de construir um centro de acolhimento para um serviço à humanidade sofredora.

"As Missionárias da Caridade estavam dispostas a administrar esta casa. Embora apreciando a ideia, disse-lhes que, sinceramente, não tinha intenção de entrar nessa questão que na época era extremamente politizada, mas as incentivei a prosseguirem em seu projeto" – frisou o prelado.

"Penso que transformar aquele local num centro de assistência aos pobres e sofredores seria uma ótima maneira para acabar com o conflito e gerar um bem para toda a nação a partir de um caso que causou tanto ódio e sangue" – disse ainda o bispo.

Os confrontos de Ayodhya causaram, em 1992, mais de 2 mil mortos depois que os fundamentalistas hinduístas destruíram a mesquita de Babri, reivindicando a presença antecedente de um templo do deus Rama naquele local. Após um longo processo, o episódio parecia estar próximo da conclusão, mas no último dia 24 a Suprema Corte marcou uma nova audiência para hoje, dia 28.

A audiência poderá durar alguns dias. As partes em causa desejam uma sentença, mas as autoridades civis temem que a decisão possa provocar novas tensões entre hinduístas e muçulmanos.

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