10 dezembro, 2012

Início do Ano Litúrgico






O Ano Litúrgico começa no último domingo de novembro com o início do Tempo do Advento e termina na Festa de Cristo Rei. Ele é diferente do ano civil que começa em 01 de janeiro e termina em 31 de dezembro.

O Ano Litúrgico é como uma roda de festividades que apresentam todos os aspectos fundamentais da pessoa e da vida de Jesus Cristo. Ele tem como objetivo celebrar e atualizar todos os atos de Jesus em sua missão salvadora. Assim celebramos sua encarnação, seu nascimento, sua infância, sua adolescência, juventude, sua missão evangelizadora com seus milagres, ensinamentos, atitudes, até chegar a sua paixão, morte, ressurreição e glorificação.

Como vemos, este “ciclo” chamado também de “tempo” é celebrado todo ano e não se esgota nem se cansa, pois Jesus é sempre novo e seus atos são de valor eterno. Por isso que no “Tempo Litúrgico” vivemos o Kairós – que é o “Tempo da Graça”.

O Ano Litúrgico começa com o ADVENTO. Você, amigo leitor, sabe o que significa Advento, não sabe? Mas, mesmo assim, vamos recordar:

– Advento é tempo de gestação, expectativa e acolhimento. Esperar uma pessoa requer cuidadosa e alegre preparação. E, hoje, esperar o Senhor é aguçar nossa sensibilidade para captar os inúmeros sinais que revelam a transparência de Deus no meio de nós. Advento significa vinda, tempo de espera, chegada. É o tempo em que esperamos a chegada do Salvador Jesus. –

Advento é tempo de intensificar nosso desejo de felicidade plena, de relações fraternas e duradouras, de justiça e de paz. É afirmar profeticamente a esperança, superando todo pessimismo e desencanto que nos abatem e expressar o advento do Reino. Ao longo de 04 semanas a Igreja entoa um canto de esperança àquele que está por chegar, o Príncipe da paz, o Emanuel, Deus-Conosco.

O tempo do Advento possui dupla característica:É um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a 1ª vinda do Filho de Deus entre os homens, e é também um tempo em que, por meio dessa lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da 2ª vinda do Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, no Advento, durante as celebrações usa paramentos roxos e os instrumentos musicais são usados com moderação, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor.

Para que o estimado(a) amigo(a) leitor possa entender melhor, em todos os anos na Igreja comemoram-se duas grandes festas:Páscoa e Natal. A Páscoa é a maior festa cristã porque celebra a ressurreição de Jesus e o Natal celebra o seu nascimento. Ambas são precedidas por um tempo de preparação (Quaresma/Advento).

Para termos possibilidade de conhecer maior número de textos dos evangelhos, a Igreja os distribui ao longo de 03 anos, chamando-os de Ano A, B, C. Encerramos no domingo, dia 21 de novembro, o Ano C, com a Solenidade de Cristo Rei. Iniciamos no dia 28/11 o Ano A, que se estenderá até a festa de Cristo Rei, em 2011. O Ano A é dedicado ao Evangelista São Mateus, o Ano B, a São Marcos e o Ano C a São Lucas. Estes evangelistas são conhecidos como sinópticos.







22 outubro, 2012

Quanto tempo Cristo permanece na Eucaristia em nosso corpo?





A Igreja ensina que enquanto as espécies do Pão e do Vinho Consagrados existem em nosso corpo, Cristo aí está presente corporalmente. Após uns dez minutos, quando o trigo e o vinho se decompõem, então Cristo já não está mais fisicamente em nós. Continua em nós pelo Espírito Santo e sua Graça.


Prof. Felipe Aquino


Quais são os batismos válidos e inválidos?






Quais são os batismos efetuados por outras igrejas cristãs que são tidos como válidos pela Igreja Católica?
Quais as igrejas que o batismo é aceito pela Igreja católica?

Resposta:
Lendo o Código de Direito Canônico publicado em língua portuguesa pela ed. Loyola, encontramos uma nota de rodapé referente ao cân. 869, que aborda os casos aceitos de rebatismo, podemos encontrar a resposta para a sua questão. É o que transcrevemos a seguir: 
"[...] 

A) Diversas Igrejas batizam, sem dúvida, validamente; por esta razão, um cristão batizado numa delas não pode ser normalmente rebatizado, nem sequer sob condição. 
Essas Igrejas são: 
a) Igrejas Orientais ("Ortodoxas", que não estão em comunhão plena com a Igreja católico-romana, das quais, pelo menos, seis se encontram presentes no Brasil); 
b) Igreja vétero-católica; 
c) Igreja Episcopal do Brasil ("Anglicanos"); 
d) Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB); 
e) Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB); 
f) Igreja Metodista. 


B) Há diversas Igrejas nas quais, embora não se justifique nenhuma reserva quanto ao rito batismal prescrito, contudo, devido à concepção teológica que têm do batismo - p.ex., que o batismo não justifica e, por isso, não é tão necessário -, alguns de seus pastores, segundo parece, não manifestam sempre urgência em batizar seus fiéis ou em seguir exatamente o rito batismal prescrito: também nesses casos, quando há garantias de que a pessoa foi batizada segundo o rito prescrito por essas Igrejas, não se pode rebatizar, nem sob condição. 
Essas Igrejas são: 
a) Igrejas presbiterianas; 
b) Igrejas batistas; 
c) Igrejas congregacionalistas; 
d) Igrejas adventistas; 
e) a maioria das Igrejas pentecostais (Assembléia de Deus, Congregação Cristã do Brasil, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Deus é Amor, Igreja Pentecostal "O Brasil para Cristo"); 
f. Exército da Salvação (este grupo não costuma batizar, mas quando o faz, realiza-o de modo válido quanto ao rito). 

C. Há Igrejas de cujo batismo se pode prudentemente duvidar e, por essa razão, requer-se, como norma geral, a administração de um novo batismo, sob condição. 
Essas Igrejas são: 
a) Igreja Pentecostal Unida do Brasil (esta Igreja batiza apenas "em nome do Senhor Jesus", e não em nome da Santíssima Trindade); 

b) "Igrejas Brasileiras" (embora não se possa levantar nenhuma objeção quanto à matéria ou à forma empregadas pelas "Igrejas Brasileiras", contudo, pode-se e deve-se duvidar da intenção de seus ministros; conforme Comunicado Mensal da CNBB, setembro de 1973, p. 1227, c, nº 4; cf. também, no Guia Ecumênico, o verbete "Brasileiras, Igrejas"); 

c) Mórmons (negam a divindade de Cristo, no sentido autêntico e, consequentemente, o seu papel redentor). 


D) Com certeza, batizam invalidamente: 
a) Testemunhas de Jeová (negam a fé na Trindade); 
b) Ciência Cristã (o rito que pratica, sob o nome de batismo, tem matéria e forma certamente inválidas. Algo semelhante se pode dizer de certos ritos que, sob o nome de batismo, são praticados por alguns grupos religiosos não-cristãos, como a Umbanda)."
[Obs.: Os grifos efetuados na transcrição acima são meus e foram feitos para ressaltar as condições tidas como necessárias para que um batismo seja aceito como válido pela Igreja Católica.]







O que fazer com imagens de santos quebradas?


Essas imagens devem ser enterradas em um lugar onde não sejam profanadas.

Prof. Felipe Aquino


O que dizer sobre correntes de oração?



Não podemos negociar com Deus graças ou pedidos; Ele sabe o que é melhor para nós. A corrente é uma espécie de superstição pois acreditam que se for quebrada Deus não atenderá nossas preces, ora isso é um absurdo, pois Deus no seu plano de amor fará o que for melhor para nós. Se Ele acha que merecemos ele nos dará, se não recebermos, é porque algo maior e melhor Ele providenciará.

Prof Felipe Aquino




O que dizer sobre adivinhos, benzedeiras?



Sobre os adivinhos, curandeiros, benzedeiras, etc., que normalmente têm no nordeste, que benzem para curar alguma doença, essas coisas, é verdade? Elas curam, tiram mal-olhado...?


E também sobre o candomblé que há na Bahia, que se mistura com a Igreja católica, quando há a lavagem das escadas da igreja do Sr. do Bonfim, como fica a Igreja diante disso? E as pessoas que dizem que vê a aura das pessoas, que vêem espíritos, como aquela mulher que estava no ''programa Gugu'', que foi junto com ele ao Carandiru e lá via almas sofrendo, etc., Isso então é tudo visão que o demônio dá à essas pessoas?



A Igreja não autoriza as bênçãos por pessoas leigas; logo, essas benzedeiras não fazem algo legal e deve ser evitado. A mesma condenação pesa sobre os adivinhos, necromantes, cartomantes, búzios, etc; devem ser totalmente evitados, pois é uma prática que é pecado contra o primeiro mandamento, pois busca-se poder ou informação sem a vontade de Deus.


Sobre essas pessoas que vêem espíritos a Igreja recomenda cautela; pois ensina que os espíritos de pessoas não se manifestam; pode ser ação do demônio ou apenas ação da própria pessoa no campo natural ou paranormal; não se deixe levar por isto.


A Igreja condena todo tipo de sincretismo (mistura) religioso, pois as crenças dessas seitas, candomblé, macumba, etc, não se coadunam com a fé da Igreja católica.


Felipe Aquino


O que a Igreja fala sobre o sexo no casamento?




A Igreja é muito discreta ao falar de sexo; penso que o casal pode fazer todo tipo de carícias genitais que aceitam, fora o sexo anal, se precisam disso para chegarem juntos ao orgasmo. O marido pode fazer as carícias, inclusive orais, na esposa, desde que ela aceite. As posições podem ser usadas desde que ambos aceitem.

Veja o que diz o Pe. João Mohana no livro: ''Céu e carne no casamento'':

"Dentro da faixa de normalidade, o casal possui ampla liberdade de expressões eróticas aptas a saciar qualquer psiquismo sadio, qualquer corpo sensível, qualquer espírito cultivado. Toda as manifestações, todas as carícias, inclusive orogenitais, toda a linguagem física do amor compatível com a higiene, todas essas estão ao alcance de qualquer casal que gosta de sexo, mas não ambiciona deixar o sexo destruir o amor, liquidar o casamento". (p. 227).

Prof. Felipe Aquino




O inferno não existe?


(Leonardo Boff)

Em síntese: Leonardo Boff declarou à revista Rio Artes nº 21, 1997, que o inferno não existe; o conceito respectivo terá sido elaborado por teólogos, que não levaram em conta a figura feminina de Deus, que é misericordiosa. Em linguagem irreverente o autor escarnece a noção bíblica de inferno, que ele parece Ter esquecido, embora outrora mostrasse conhecer o conteúdo da Bíblia. Na verdade, o inferno não é o que Dante e a imaginação popular concebem, mas é consequência de livre opção do homem, o qual se condena a não amar a Deus, que sempre o amará.


O ex-frei Leonardo Boff publicou na revista Rio Artes, nº 21, 1997, o artigo "O Inferno não existe", terá sido elaborado o conceito de inferno por homens, à revelia da noção de Deus, que é misericordiosa. Visto que o artigo fez alarde e deixou leitores perplexos, será comentado nas páginas que se seguem.


Os Dizeres do Autor


Eis palavras textuais de Leonardo Boff:


"O inferno é uma imagem religiosa, exigência da cultura do homem-varão. Mas que Deus é esse, que não tem poder sobre o mal ? Não é ele onipotente ? Existe a justiça, que condena os perversos. É seu inferno. Mas trata-se apenas de um drama maior. Deus prepara um outro ato, o da vitória adequada à sua natureza divina de amor e perdão (...). Essa representação feminina maternal de Deus ultrapassa o inferno (...).


A misericórdia revela um aspecto essencial da natureza divina: o lado feminino de Deus. Misericórdia significa, etimologicamente, possuir um coração que se compadece da miséria do outro, porque a sente profundamente como sua. Em hebraico é ainda mais forte, pois a palavra misericórdia significa ter entranhas como uma mãe e possuir seios como uma mulher (...).


A existência do inferno é a eterna vergonha para Deus. É como se pudéssemos ver os diabos do inferno alegrando-se com uma vitória parcial sobre Deus, mostrando a língua e o traseiro para Deus e fazendo-lhe trejeitos com as mãos sobre o nariz".


Não pode deixar de surpreender o leitor a linguagem usada por um autor que outrora escrevia num "teologuês" de fundo germânico. Tem-se aqui uma linguagem de baixo calão, pouco digna da temática abordada e do leitor merecedor de respeito.


O autor levanta o problema da conciliação da existência do inferno com a misericórdia de Deus. A abordagem deste problema requer noções claras de um e outro dos termos que compõem o binômio. Faz-se mister, portanto, procurar elucidar os dois conceitos em pauta.


Inferno existe? Que é?


Existe...


A existência do inferno é explicitamente afirmada nos escritos do Novo Testamento - o que afasta a hipótese de ter sido criada pela imaginação dos homens.


Com efeito,


Em Mt 25, 31-46 Jesus descreve o quadro do juízo final, em que é dito aos infiéis: "Afastai-vos de mim ... para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos, porque tive fome e não me destes de comer ..." (vv. 41s). Sem dúvida, nesta passagem o Senhor recorre a linguagem particularmente forte, que é preciso entender como tal. Como quer que seja, significa que há uma sanção condenatória para os que renegam a Deus.


Em Mt 13, 40-42 Jesus termina a parábola do joio e do trigo, dizendo: "Como se junta o joio e se queima no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do Homem enviará seus anjos e eles apanharão do seu Reino todos os escândalos e os praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha ardente. Ali haverá choro e ranger de dentes". É evidente neste texto o uso de metáforas (fornalha ardente, choro e ranger de dentes), mas não é menos evidente que o Senhor se refere a uma sorte punitiva que tocará ao joio ou aos infiéis no além.


Seja mencionada ainda a passagem de Jo 5,28s: "Não vos admireis com isto: vem a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão a voz do Filho do Homem e sairão; os que tiverem feito o bem para uma ressurreição de vida, e os que tiverem cometido o mal para uma ressurreição de julgamento". Ver ainda Ap 21, 8; 22,15.


É claro assim que a noção de duas sortes póstumas diferentes, correlativas ao tipo de vida de cada indivíduo, é bíblica, e não somente própria do Novo Testamento; já os judeus anteriores a Cristo professavam a mesma concepção, como se depreende de Dn 12,2:


"Muitos dos que dormem no pó da terra, acordarão, uns para a vida eterna, e outros para o opróbrio, para o horror eterno".


Consequentemente torna-se difícil explicar como alguém que conhece as Escrituras, possa dizer que a noção de inferno foi criada por teólogos.


É de notar, porém, que o grande obstáculo à aceitação do inferno, para muitas pessoas, são as imagens fantasiosas que a poesia e a fantasia popular criaram a respeito do inferno. Na verdade, para muitos o inferno é um tanque de enxofre fumegante com diabinhos e tridentes a torturar os condenados. Ora tal imagem é falsa. Os conceitos materiais e grotescos têm que dar lugar a concepções mais puras e dignas de Deus.


Daí a pergunta :


Em que consiste o inferno?


Antes do mais, é preciso afastar a idéia de que Deus criou o cria o inferno (... ) Este não é um espaço dimensional nem é um lugar, mas sim um estado de alma ... estado de alma no qual o próprio indivíduo se projeta quando rejeita radicalmente a Deus pelo pecado grave; começa então o estado infernal, do qual o pecador se pode insensibilizar pelo fato de não dar atenção ao seu íntimo ou à sua consciência, mas que saltará à tona quando ele não mais puder escapar à voz da consciência. Vê-se, pois, que não é Deus quem condena ao inferno; ao contrário, o Senhor Deus quer a salvação de todos os homens, como afirma São Paulo em 1Tm 2,4. É a própria criatura que lavra a sua sentença ou que se condena quando diz um Não total a Deus, que é o Sumo Bem, o único Bem que o ser humano não pode perder.


Mais precisamente: o inferno é o vazio absoluto ou a suprema frustração. É o não amar (...) não amar nem a Deus nem ao próximo. Todo homem foi feito para o Bem Infinito, como notava S. Agostinho (+ 430): "Senhor, Tu nos fizeste para Ti, e inquieto é o nosso coração enquanto não repousa em Ti" (Confissões I 1). Quem não repousa em Deus, inquieta-se e angustia-se, à semelhança da agulha magnética, que foi feita para o Norte, que a atrai; quando alguém a desvia do seu Norte, ela se agita e só pára quando se lhe permite voltar-se para o Norte.


Consequentemente, vê-se que o inferno é mesmo algo de lógico, pois é a violência que o homem comete contra si mesmo. Verdade é que ninguém pode definir quantas pessoas morrem avessas a Deus. Bem pode acontecer que na hora da morte muitos pecadores obstinados se convertam e recebam a graça da reconciliação com Deus, como se deu no caso o bom ladrão. Afinal ninguém sabe quantos "bons ladrões" existiram e existirão através dos séculos. Possivelmente um grande número (...) para surpresa de quem só considera a face aparente da história.


E a Misericórdia de Deus?


L. Boff apela para a misericórdia de Deus e julga que a existência do inferno seria motivo de vergonha para Deus ... O diabo zombaria do Senhor Deus pelo fato de haver seres humanos condenados ao inferno.


Deve-se responder que, sem dúvida, Deus é infinitamente misericordioso, mas não é "tiranicamente" misericordioso. Com outras palavras: Deus não impõe a sua misericórdia ou o seu perdão a quem não o pede ou não o quer receber. Deus não obriga o homem a amar a Deus. Nisto consiste precisamente a grandeza e a nobreza de Deus. Ele não violenta nem força a criatura a se abrir para a misericórdia. Ora na outra vida não há possibilidade de conversão. A morte fixa o ser humano em sua última opção, de modo que após a morte ninguém pode mudar suas atitudes. Assim o inferno, em vez de ser motivo de vergonha para Deus, é o testemunho de que Deus respeita a sua criatura e não lhe tira a liberdade que lhe deu para dignificaria.


Pode-se ir mais longe, e dizer que o inferno é a conseqüência do amor irreversível de Deus. Tal amor se dá e não volta atrás; não pode voltar atrás precisamente porque é divino e não pode contradizer a si mesmo (cf. 2Tm 2,13). Por isto Deus ama a criatura que não O ama e se afastou dele. O fato de que Deus continua a amar, é que atormenta o réprobo; este percebe que se incompatibilizou com o Supremo Bem e o Sumo Amor. Donde se segue que o inferno é compatível com a Grandeza e a Santidade de Deus. Uma imagem servirá para ilustrar de algum modo o que é o inferno: observe-se o caso de um jovem que foge de casa para ir viver com seus colegas numa república de estudantes, porque "papai é cafona e mamãe é quadrada" (...). Pai e mãe que amam o filho, se preocupam, e resolvem enviar recados, perguntando ao jovem como está (...) se precisa de alguma coisa (...) quando voltará (...) Estas interpelações do amor incomodam ou atormentam o filho; este se daria por mais tranquilo se pai e mão desistissem de o amar seus filhos e de mostrar-lhe o seu amor. Paralelamente Deus não pode deixar de amar suas criaturas, mesmo quando elas se afastam do Pai celeste; a consciência desse amor atormenta o pecador que se incompatibilizou com Deus. Se o Senhor retirasse ou cancelasse o seu amor, o réprobo não sofreria tanto, porque estaria totalmente voltado para seus ídolos, sem ser atraído pelo Bem Supremo. Mas, como dito, Deus não se pode desdizer ou não poder dizer Não após ter dito Sim (aquele Sim proferido quando criou cada ser humano). Nisto está a nobreza de Deus, que é paradoxalmente motivo de tormento para quem não responde ao amor divino. Em suma, é altamente consolador ser amado por Deus, mas também é assustador ser amado por Deus e não O amar.


Eis o que, em poucos parágrafos, se pode responder a Leonardo Boff, a quem Deus queira conceder suas melhores luzes e graças!


Revista: "PERGUNTE E RESPONDEREMOS"
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº 432 - 1998, p. 212


O demônio pode ler nossos pensamentos? Como pode nos tentar?




A Igreja nos ensina que os demônios são anjos que foram criados bons, mas que se tornaram maus por própria culpa, por orgulho e soberba; eles não são oniscientes, nem onipresentes e nem onipotentes, mas têm poderes de anjos, puros espíritos. Eles podem influenciar a nossa imaginação com pensamentos maus; é a tentação. Eles não tem capacidade para ler os nossos pensamentos, mas são muito inteligentes e podem deduzir o que estamos pensando em face de nossas atitudes. Sobre eles o Catecismo nos diz o seguinte:

§395 - Contudo, o poder de Satanás não é infinito. Ele não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas sempre uma criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves danos - de natureza espiritual e, indiretamente, até de natureza física - para cada homem e para a sociedade, esta ação é permitida pela Divina Providência, que com vigor e doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas "nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam" (Rm 8,28).

§414 - Satanás ou o Diabo, bem como os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

Prof. Felipe Aquino




Mensagens subliminares existem?

A mensagem subliminar existe mesmo e é preciso evitá-la quando for possível saber que existe. 
Contudo, não é fácil identificar, pois elas são escondidas; então, o melhor, é se consagrar a Deus sempre, mediante uma vida de oração e de vivência sacramental, para estar livre de suas mazelas. 

O que não aceitamos conscientemente, não é pecado e não ofende a Deus, e não abre as portas da alma para o demônio.


Prof. Felipe Aquino



Existem almas penadas?





De forma alguma existem almas penadas ou vagando pelos ares; de jeito nenhum. Todas as almas que estão no purgatório se purificando são lembradas pela Igreja em todas as missas e nenhuma delas está abandonada. Não creia nisto.





Existe Santa Sara, protetora das mulheres estéreis?


Só encontrei a Beata Sara de Salkahazi, virgem e mártir, festa em 27 de dezembro. A Sara de Abraão, que poderia ser a protetora das estéreis, não foi canonizada. A Igreja não canoniza santos do Antigo Testamento. Mas a Igreja não proíbe que se peça a intercessão de Sara de Abraão em casos de esterilidade.

Prof. Felipe Aquino




Existe maldição de ou em família?




Sobre as maldições de família, precisa ficar bem claro antes de tudo que os pecados dos pais não podem passar para os filhos, mas as doenças e certas tendências genéticas podem passar suas consequências, por exemplo. Nota-se que há um certo denominador comum no comportamento das pessoas de uma mesma família.

Jesus nunca mandou que se amaldiçoasse alguém, há certamente uma razão nisso. Santo Agostinhno conta na sua obra A CIDADE DE DEUS, que uma mãe em Cartago, onde ele vivia, amaldiçoou os seus 7 filhos e esses sofreram terrivelmente. Portanto, não devemos brincar com isso. Veja Eclo 3,11.

Penso que podemos e devemos pedir sempre a Deus que livre a nós e a nossos entes queridos de todo mal físico, psicológico ou espiritual que tenhamos herdado dos antepassados. E nada melhor do que fazer isso na santa missa e na comunhão. 

Prof. Felipe Aquino



Existe algum documento da Igreja que proíba a doação de sangue?





Não há qualquer documento da Igreja que proíba a doação de sangue; então ela permite. A vida não está no sangue como pensam erradamente os Testemunhas de Jeová, mas sim na alma, que é imortal. 




É permitido casamento entre católicos e protestantes?



Esta pergunta se torna cada vez mais comum porque muitos jovens católicos estão namorando com pessoas protestantes. 
Se ambos foram batizados (mesmo que na comunidade protestante), o sacramento do matrimônio pode ser celebrado na Igreja Católica, desde que os cônjuges aceitem certas condições. Mas a Igreja não deixa de lembrar que há dificuldades a serem superadas. Sabemos que o casamento se funda na expressão "sereis uma só carne" (Gen 2, 23), e que, portanto, a diferença de religiões dificulta esta união plena. 

Antes de tudo a Igreja coloca as condições para a liceidade e validade de um matrimônio: 

Cân. 1108 § 1. "Somente são válidos os matrimônios contraídos perante o Ordinário local ou o pároco, ou um sacerdote ou diácono delegado por qualquer um dos dois como assistente, e além disso perante duas testemunhas, de acordo porém com as normas estabelecidas nos cânones seguintes, e salvas as exceções contidas nos cânn. 144, 1112, § 1, 1116 e 1127, §§ 2-3."

§ 2. Considera-se assistente do matrimônio somente aquele que, estando presente, solicita a manifestação do consentimento dos contraentes, e a recebe em nome da Igreja.

Cân. 1086 § 1. "É inválido o matrimônio entre duas pessoas, uma das quais tenha sido batizada na Igreja católica ou nela recebida e que não a tenha abandonado por um ato formal, e a outra que não é batizada."

O Catecismo da Igreja diz:

§1634 - "A diferença de confissão entre cônjuges não constitui obstáculo insuperável para o casamento, desde que consigam colocar em comum o que cada um deles recebeu na sua comunidade, e aprender um do outro o modo de viver sua fidelidade a Cristo. Mas nem por isso devem ser subestimadas as dificuldades dos casamentos mistos. Elas se devem ao fato de que a separação dos cristãos é uma questão ainda não resolvida. Os esposos correm o risco de sentir o drama da desunião dos cristãos no seio do próprio lar. A disparidade de culto pode agravar mais ainda essas dificuldades. As divergências concernentes à fé, à própria concepção do casamento, como também mentalidades religiosas diferentes, podem constituir uma fonte de tensões no casamento, principalmente no que tange à educação dos filhos. Uma tentação pode então apresentar-se: a indiferença religiosa."

Para que um casamento misto seja válido e legítimo tem que haver a permissão da autoridade da Igreja, o bispo, como diz o Código de Direito Canônico no cânon 1124. 
O cânon 1125 diz:
"O Ordinário local pode conceder essa licença, se houver causa justa e razoável; não a conceda, porém, se não se verificarem as condições seguintes:

1°- a parte católica declare estar preparada para afastar os perigos de defecção da fé, e prometa sinceramente fazer todo o possível a fim de que toda a prole seja batizada e educada na Igreja católica;

2°- informe-se, tempestivamente, desses compromissos da parte católica à outra parte, de tal modo que conste estar esta verdadeiramente consciente do compromisso e da obrigação da parte católica;
3°- ambas as partes sejam instruídas a respeito dos fins e propriedades essenciais do matrimônio, que nenhum dos contraentes pode excluir."

O cânon. 1126 orienta que: "Compete à Conferência dos Bispos estabelecer o modo segundo o qual devem ser feitas essas declarações e compromissos, que são sempre exigidos, como também determinar como deve constar no foro externo e como a parte não-católica deve ser informada."

Não devem ser feitas outras celebrações ecumênicas após a celebração do matrimônio; diz o Código, no cânon 1127:

§ 3. "Antes ou depois da celebração realizada de acordo com o § 1, proíbe-se outra celebração religiosa desse matrimônio para prestar ou renovar o consentimento matrimonial; do mesmo modo, não se faça uma celebração religiosa em que o assistente católico e o ministro não-católico, executando simultaneamente cada qual o próprio rito, solicitam o consentimento das partes."

Portanto, é possível um católico se casar na Igreja católico com uma pessoa protestante, desde que esta seja batizada validamente, e aceite as condições explicadas acima. No entanto, é bom lembrar aos jovens que não é fácil conciliar tudo isso. No calor da paixão inicial do relacionamento isso pode parecer fácil de superar, no entanto, com o passar dos anos, o nascer dos filhos, etc., as dificuldades podem aumentar. O recomendado pela Igreja é que o fiel católico se casa com alguém de sua mesma fé. 

Prof. Felipe Aquino 









É permitido ao divorciado ser catequista ou trabalhar em pastoral?


O divorciado pode ser catequista, comungar e participar da pastoral, desde que viva em castidade.


Prof. Felipe Aquino


É permitida adoração ao Santíssimo Sacramento no Grupo de Oração?


Nos encontros semanais de grupo de oração é permitido, ou, é certo ter adoração ao Santíssimo e em seguida a comunhão tudo ministrado por ministros da Eucaristia inclusive o ato penitencial?

A adoração ao Santíssimo pode ser feita no grupo, com autorização do pároco ou vigário, terminando com a Bênção do Santíssimo; a distribuição da Eucaristia só deve ser feita se as pessoas não podem comungar na missa.

Prof. Felipe Aquino


É permitida adoração ao Santíssimo durante a missa?


A adoração do Santíssimo na missa deve ser feita durante o instante da consagração apenas, quando o sacerdote levanta a Hóstia e o Cálice após a consagração.

A adoração formal deve ser feita fora da missa. 


Prof. Felipe Aquino



É pecado não pagar o dízimo na paróquia?




Não é pecado não pagar o dízimo na paróquia; nenhum documento da Igreja diz isso; o que diz o mandamento da Igreja, segundo o Catecismo é o seguinte:

§2043 - Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja.

O quinto mandamento [da Igreja] ("Ajudar a Igreja em suas necessidades") recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222).

Nota do autor: O Catecismo e nenhum outro documento da Igreja obriga que o dízimo seja 10% do salário, embora muitos adotem isto na prática.

O documento fala em ajudar a Igreja; entendo que em primeiro lugar devemos ajudar a Paróquia, pois é ali que recebemos o alimento espiritual.


Prof. Felipe Aquino




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